Cúmplice de Epstein se recusa a depor no Congresso americano O presidente dos EUA, Donald Trump, apoia a permanência no cargo de seu secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou a Casa Branca nesta terça-feira (10), em meio a novas revelações sobre os laços entre o funcionário americano e o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "O secretário Lutnick continua sendo um membro muito importante da equipe do presidente Trump", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa. Lutnick depôs a uma comissão do Senado nesta terça, procurando se distanciar Epstein. Ele alegou que "quase não teve nada a ver" com o financista e criminoso sexual. Em janeiro, o Departamento de Justiça divulgou milhões de novos arquivos relacionados a Epstein, incluindo e-mails que mostram que Lutnick aparentemente visitou a ilha particular de Epstein no Caribe para almoçar anos depois de afirmar ter cortado relações com ele. Howard Lutnick Fox News / Reprodução Lutnick, nomeado para o cargo pelo presidente republicano Donald Trump no ano passado, agora enfrenta pedidos de renúncia tanto de democratas quanto de republicanos. Durante a audiência no Senado, Lutnick se defendeu, afirmando aos parlamentares que ambos trocaram apenas cerca de 10 e-mails e se encontraram três vezes ao longo de 14 anos. Lutnick disse que o almoço com Epstein aconteceu apenas porque ele estava em um barco perto da ilha. Lutnick afirmou que sua família estava presente no almoço. "Eu não tinha nenhum relacionamento com ele. Eu mal tive contato com essa pessoa", disse Lutnick aos senadores. Lutnick é um dos vários homens poderosos da política, dos negócios e do entretenimento, incluindo o próprio Trump, que estão sob fogo cruzado por seus laços com Epstein, o que reflete os círculos de elite frequentados por Epstein. Lutnick também está sob pressão devido às aparentes contradições entre os documentos recentemente divulgados e suas declarações anteriores sobre Epstein. Almoço e convite para evento Lutnick afirmou anteriormente que jurou nunca "estar no mesmo cômodo" que Epstein após um incidente em 2005, no qual o financista mostrou a Lutnick uma mesa de massagem em sua casa e fez um comentário de cunho sexual. Mas, além do almoço de 2012, os e-mails mostraram que o assistente de Epstein encaminhou a ele um convite de Lutnick para um evento de arrecadação de fundos em novembro de 2015 em sua empresa financeira para a candidata democrata à presidência, Hillary Clinton. Trump derrotou Clinton na eleição presidencial de 2016 nos EUA. Lutnick não abordou as aparentes contradições durante seu depoimento, citadas pelo senador democrata Adam Schiff em seu pedido de renúncia de Lutnick. O deputado republicano Tom Massie disse à CNN no domingo que Lutnick deveria "facilitar a vida do presidente, francamente, e simplesmente renunciar". "Eu sei, e minha esposa sabe, que não fiz absolutamente nada de errado em nenhum aspecto possível", disse Lutnick na audiência. Lutnick também afirmou que não sabia que Epstein estivesse interessado em conhecer sua babá. A audiência ocorreu um dia depois de Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, se recusar a responder perguntas em um depoimento perante uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA, segundo parlamentares, o que gerou críticas de membros republicanos e democratas da comissão.
Trump defende secretário Howard Lutnick, pressionado a renunciar após ter expostos laços com Epstein, diz Casa Branca
Escrito em 10/02/2026
Cúmplice de Epstein se recusa a depor no Congresso americano O presidente dos EUA, Donald Trump, apoia a permanência no cargo de seu secretário de Comércio, Howard Lutnick, afirmou a Casa Branca nesta terça-feira (10), em meio a novas revelações sobre os laços entre o funcionário americano e o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "O secretário Lutnick continua sendo um membro muito importante da equipe do presidente Trump", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa. Lutnick depôs a uma comissão do Senado nesta terça, procurando se distanciar Epstein. Ele alegou que "quase não teve nada a ver" com o financista e criminoso sexual. Em janeiro, o Departamento de Justiça divulgou milhões de novos arquivos relacionados a Epstein, incluindo e-mails que mostram que Lutnick aparentemente visitou a ilha particular de Epstein no Caribe para almoçar anos depois de afirmar ter cortado relações com ele. Howard Lutnick Fox News / Reprodução Lutnick, nomeado para o cargo pelo presidente republicano Donald Trump no ano passado, agora enfrenta pedidos de renúncia tanto de democratas quanto de republicanos. Durante a audiência no Senado, Lutnick se defendeu, afirmando aos parlamentares que ambos trocaram apenas cerca de 10 e-mails e se encontraram três vezes ao longo de 14 anos. Lutnick disse que o almoço com Epstein aconteceu apenas porque ele estava em um barco perto da ilha. Lutnick afirmou que sua família estava presente no almoço. "Eu não tinha nenhum relacionamento com ele. Eu mal tive contato com essa pessoa", disse Lutnick aos senadores. Lutnick é um dos vários homens poderosos da política, dos negócios e do entretenimento, incluindo o próprio Trump, que estão sob fogo cruzado por seus laços com Epstein, o que reflete os círculos de elite frequentados por Epstein. Lutnick também está sob pressão devido às aparentes contradições entre os documentos recentemente divulgados e suas declarações anteriores sobre Epstein. Almoço e convite para evento Lutnick afirmou anteriormente que jurou nunca "estar no mesmo cômodo" que Epstein após um incidente em 2005, no qual o financista mostrou a Lutnick uma mesa de massagem em sua casa e fez um comentário de cunho sexual. Mas, além do almoço de 2012, os e-mails mostraram que o assistente de Epstein encaminhou a ele um convite de Lutnick para um evento de arrecadação de fundos em novembro de 2015 em sua empresa financeira para a candidata democrata à presidência, Hillary Clinton. Trump derrotou Clinton na eleição presidencial de 2016 nos EUA. Lutnick não abordou as aparentes contradições durante seu depoimento, citadas pelo senador democrata Adam Schiff em seu pedido de renúncia de Lutnick. O deputado republicano Tom Massie disse à CNN no domingo que Lutnick deveria "facilitar a vida do presidente, francamente, e simplesmente renunciar". "Eu sei, e minha esposa sabe, que não fiz absolutamente nada de errado em nenhum aspecto possível", disse Lutnick na audiência. Lutnick também afirmou que não sabia que Epstein estivesse interessado em conhecer sua babá. A audiência ocorreu um dia depois de Ghislaine Maxwell, associada de Epstein, se recusar a responder perguntas em um depoimento perante uma comissão da Câmara dos Representantes dos EUA, segundo parlamentares, o que gerou críticas de membros republicanos e democratas da comissão.