Jovem de 26 anos perde 95% da visão após reação alérgica a remédio e descobre síndrome rara Andressiane Costa, de 26 anos, perdeu 95% da visão depois de sofrer grave reação alérgica a um medicamento durante a volta de uma viagem familiar de Piripiri para Teresina, em 2024. Ela recebeu o diagnóstico da rara Síndrome de Stevens-Johnson, que registra de um a seis casos por milhão de pessoas por ano. Por causa das complicações, a mulher precisou ficar dez dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp 🔎 A síndrome é desencadeada por uma reação do sistema imunológico a medicamentos. No caso da piauiense, a alergia foi causada por um anti-inflamatório tomado devido a um hematoma na perna. "Antes disso tudo acontecer, eu tinha uma motocicleta e acabei batendo a perna em um acidente e ficando com um hematoma. Eu tenho também a Síndrome Antifosfolipídica (SAF), que aumenta o risco de coágulos. Comecei a tomar o remédio em novembro, parei em dezembro e só em janeiro senti os sintomas da alergia", contou Em dezembro de 2023, Andressiane começou a sentir coceiras leves pelo corpo, que eram os primeiros sinais da síndrome. Ela contou que confundiu os sintomas com ansiedade. "Eu estava perto do fim da graduação, ia defender meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e iria renovar o contrato na escola onde trabalhava. Então achei que era ansiedade apenas", explicou. A mulher contou que viajou para a casa da cunhada para passar a virada de ano e foi lá que os sintomas pioraram. "Acordei com meu rosto todo inchado, com bolhas de água, como se fossem queimaduras", relatou. Ela contou que, no caminho de volta para Teresina, começou a ter febre e desmaios. Durante o trajeto, o carro em que estava quebrou, e ela precisou ser levada ao hospital por uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). “O carro quebrou no meio do congestionamento. Vimos uma viatura da PRF e eu pedi ajuda. Eles me colocaram no veículo e me levaram na contramão até um hospital de Campo Maior, onde me deram uma medicação para estabilizar o quadro. Caso contrário, eu teria morrido”, relatou. Após o diagnostico, Andressiane teve que passar por uma readaptação e trancou o curso que cursava na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). “Foi desesperador. Tenho uma mãe idosa e sempre resolvi tudo em casa. Em vez de cuidar dela, passei a ser cuidada por ela. Foi muito difícil para mim”, afirmou. Ela passou 93 dias internada e contou que perdeu as unhas, além de ficar com manchas das queimaduras por todo o corpo. Andressiane disse que passou por vários tratamentos e abriu uma vaquinha para custear o tratamento em Recife. Lá, ela deverá passar por um transplante e por um procedimento que produz colírios feitos a partir do próprio sangue, capazes de recuperar até 50% da visão. “Estou em uma cidade de Pernambuco, hospedada na casa de pessoas que conheceram minha história e me ofereceram apoio. Preciso de pelo menos R$ 30 mil para me manter aqui, comprar medicamentos e continuar o tratamento", explicou. Interessados em ajudar podem entrar em contato por meio do número 86 98821-2258. Ajuda da fé e sonho de entrar na PRF Andressiane contou que sempre teve proximidade com a igreja, mas essa relação se fortaleceu durante o período em que ficou internada. Durante os dias que passou na UTI, a mulher contou que não conseguia ouvir, falar ou enxergar. “Eu estava com todas as mucosas fechadas e, às vezes, ouvia os médicos dizendo que eu não sobreviveria. Em dois momentos, pessoas diferentes me disseram algo que nunca esqueci: ‘teu Deus não é o da morte, é o da vida’. Depois disso, também sonhei com Nossa Senhora e tive ainda mais certeza de que ficaria bem”, afirmou. Ela sonha em recuperar a visão e trabalhar na Polícia Rodoviária Federal (PRF). "O desejo surgiu depois que eu assisti uma série sobre o trabalho deles e só aumentou depois que fui ajudada", relatou. Mulher perde 95% da visão após crise alérgica e descobre síndrome rara no Piauí Reprodução/Arquivo Pessoal *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube
Jovem de 26 anos perde 95% da visão após reação alérgica a remédio e descobre síndrome rara no Piauí
Escrito em 10/03/2026
Jovem de 26 anos perde 95% da visão após reação alérgica a remédio e descobre síndrome rara Andressiane Costa, de 26 anos, perdeu 95% da visão depois de sofrer grave reação alérgica a um medicamento durante a volta de uma viagem familiar de Piripiri para Teresina, em 2024. Ela recebeu o diagnóstico da rara Síndrome de Stevens-Johnson, que registra de um a seis casos por milhão de pessoas por ano. Por causa das complicações, a mulher precisou ficar dez dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp 🔎 A síndrome é desencadeada por uma reação do sistema imunológico a medicamentos. No caso da piauiense, a alergia foi causada por um anti-inflamatório tomado devido a um hematoma na perna. "Antes disso tudo acontecer, eu tinha uma motocicleta e acabei batendo a perna em um acidente e ficando com um hematoma. Eu tenho também a Síndrome Antifosfolipídica (SAF), que aumenta o risco de coágulos. Comecei a tomar o remédio em novembro, parei em dezembro e só em janeiro senti os sintomas da alergia", contou Em dezembro de 2023, Andressiane começou a sentir coceiras leves pelo corpo, que eram os primeiros sinais da síndrome. Ela contou que confundiu os sintomas com ansiedade. "Eu estava perto do fim da graduação, ia defender meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e iria renovar o contrato na escola onde trabalhava. Então achei que era ansiedade apenas", explicou. A mulher contou que viajou para a casa da cunhada para passar a virada de ano e foi lá que os sintomas pioraram. "Acordei com meu rosto todo inchado, com bolhas de água, como se fossem queimaduras", relatou. Ela contou que, no caminho de volta para Teresina, começou a ter febre e desmaios. Durante o trajeto, o carro em que estava quebrou, e ela precisou ser levada ao hospital por uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF). “O carro quebrou no meio do congestionamento. Vimos uma viatura da PRF e eu pedi ajuda. Eles me colocaram no veículo e me levaram na contramão até um hospital de Campo Maior, onde me deram uma medicação para estabilizar o quadro. Caso contrário, eu teria morrido”, relatou. Após o diagnostico, Andressiane teve que passar por uma readaptação e trancou o curso que cursava na Universidade Estadual do Piauí (Uespi). “Foi desesperador. Tenho uma mãe idosa e sempre resolvi tudo em casa. Em vez de cuidar dela, passei a ser cuidada por ela. Foi muito difícil para mim”, afirmou. Ela passou 93 dias internada e contou que perdeu as unhas, além de ficar com manchas das queimaduras por todo o corpo. Andressiane disse que passou por vários tratamentos e abriu uma vaquinha para custear o tratamento em Recife. Lá, ela deverá passar por um transplante e por um procedimento que produz colírios feitos a partir do próprio sangue, capazes de recuperar até 50% da visão. “Estou em uma cidade de Pernambuco, hospedada na casa de pessoas que conheceram minha história e me ofereceram apoio. Preciso de pelo menos R$ 30 mil para me manter aqui, comprar medicamentos e continuar o tratamento", explicou. Interessados em ajudar podem entrar em contato por meio do número 86 98821-2258. Ajuda da fé e sonho de entrar na PRF Andressiane contou que sempre teve proximidade com a igreja, mas essa relação se fortaleceu durante o período em que ficou internada. Durante os dias que passou na UTI, a mulher contou que não conseguia ouvir, falar ou enxergar. “Eu estava com todas as mucosas fechadas e, às vezes, ouvia os médicos dizendo que eu não sobreviveria. Em dois momentos, pessoas diferentes me disseram algo que nunca esqueci: ‘teu Deus não é o da morte, é o da vida’. Depois disso, também sonhei com Nossa Senhora e tive ainda mais certeza de que ficaria bem”, afirmou. Ela sonha em recuperar a visão e trabalhar na Polícia Rodoviária Federal (PRF). "O desejo surgiu depois que eu assisti uma série sobre o trabalho deles e só aumentou depois que fui ajudada", relatou. Mulher perde 95% da visão após crise alérgica e descobre síndrome rara no Piauí Reprodução/Arquivo Pessoal *Vitória Bacelar, estagiária sob supervisão de Ilanna Serena. VÍDEOS: assista aos vídeos mais vistos da Rede Clube